segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Gorda ou Burra ?



"Não me incomodo com quem me chama de burra. Me incomoda é me chamarem de gorda!" 
Sabrina Sato.

                A mulher nem sempre teve espaço na sociedade, muito menos liberdade. Elas nasciam nas casas de seus pais e apenas se mudavam para a de um outro homem, supostamente aprovado pelo seu pai. Nunca era consultada. Política, trabalho, religião não eram coisas para mulheres, afinal os homens são muitos superiores. Ter um cromossomo y a mais sempre fez a diferença, desde os tempos em que nem se fazia ideia do que eram os cromossomos.
                As mulheres tiveram que lutar pelos seus direitos. Praticamente todas as religiões pregam a superioridade do homem sobre a mulher, e a submissão desta. No século XIX as mulheres frente aos ideais democraticos e  iluministas que pregavam a igualdade e a liberdade, vendo-se excluidas de todas as mudanças que ocorriam na modernidade deram inicio à primeira onda feminista. Dali em diante, o progresso em direção à igualdade cresceu cada vez mais. Mas há uma razão pela qual o movimento é ativo ate hoje. A total igualdade ainda não foi alcançada. As mulheres detêm apenas 1% da riqueza e ganham 10% das receitas mundiais, apesar de constituirem nada menos que 49% da população. Além disso, em média ganham 30% menos do que os homens, no mundo todo, mesmo quando têm o mesmo emprego. A descriminação ainda existe. O feminismo ainda é atual.
                No entanto, os progressos continuam: elegemos a primeira presidenta do Brasil. Uma mulher ocupar o cargo mais alto da republica é tão inédito que ate tivemos que acrescentar uma palavra ao nosso vocabulário. A participação ativa de mulheres em partidos políticos aumenta a cada ano e a cada eleição. As mulheres foram conseguindo aos poucos seus direitos de participação na sociedade: o direito ao voto, ao estudo, mas sobre tudo o foco sempre foi a igualdade.
                Não nos enganemos: o movimento feminista não prega a superioridade da mulher ou a opressão da mulher para com os homens. O movimento prega sim a igualdade e os direitos iguais. Igualdade é você ir ao cinema com o seu namorado e às vezes pagar as entradas, é ir almoçar e pagar a conta, deixar às vezes ele pagar, mas nunca aceitar a posição de que ele deve pagar porque ele tem um pênis e você, uma vagina. Igualdade é você beber uma cerveja e rachar a conta, porque você recebe o mesmo salário que um homem, é poder se candidatar a qualquer cargo público.
                Em contraste a isso, temos na televisão a supervalorização da mulher CORPO. Mulheres que se sujeitam a aparecer seminuas em rede nacional para atrair o público masculino para a frente da televisão. Não sou conservadora, acho que algumas mulheres têm o corpo admiravel e digno de elogios, além disso na sociedade capitalista cada um vende o que o outro está a fim de comprar. Mas, é revoltante uma pessoa inteligente se sujeitar a esse tipo de coisa.
                Sabrina Sato, desde que ficou famosa, sai em capas de revistas com os dizeres "Sou Inteligente" ou algo do tipo. Se esse fato é realmente verdade ela é a vergonha mundial de todas as mulheres. Uma mulher com um potencial culto e inteligente vender seu corpo e aparecer em rede nacional fazendo papel de idiota, apenas atuando para fomentar o estereotipo masculino é mediocre. Eu prefiro acreditar que é uma mulher destituída de faculdades intelectuais, a acreditar que ela se submete a esse tipo de coisa. Eu venderia meu rim antes de vender o meu carater.
                As mulheres devem lutar, e lutam, contra o estereotipo masculino. Mulher boa é mulher bonita, gostosa, burra, muda, passíva e fútil (aquela típica barbie que só abre a boca pra perguntar o que seu provedor quer jantar e para pedir dinheiro para comprar sapatos). Reduzir a mulher a um corpo é um crime. O senso comum faz as mulheres acreditarem que se elas não forem bonitas não terão nada na vida. As pessoas se esquecem que a beleza é passageira, ao passo que o conteúdo é duradouro. Pode parecer clichê, mas dar mais valor ao que você aparenta do que ao que você é retrocesso. É decepcionar todas as feministas que deram a cara pra bater porque queriam garantir seus direitos e os de todas as mulheres.
               


Gabriella Saruhashi

10 comentários:

Anônimo disse...

voce deve se muito feia

Anônimo disse...

Ela é gostosa pra caralho...

Gabriella Saruhashi disse...

a relevância do seu comentário faz-me perguntar se somos da mesma espécie.

Ricardo Johnston disse...

Ser malandro e burro ou gostosa e burra é a nova moda. O brasileiro sempre foi visto mundialmente como espertão, com o famoso "jeitinho brasileiro". Atualmente, isso só se torna mais forte, ainda mais com a influência de letras de música funk ostentando a malandragem.

Gabriella Saruhashi disse...

talvez pior que isso. estamos na época em que a cultura do consumo é tão enaltecida que ter cultura ou algum tipo de conteúdo é visto como segunda alternativa, e não como primeira.

Jennifer Anconi disse...

Adorei o texto, está de parabéns! Porém acho que poderia ter sido melhor escrito e o tema melhor aproveitado com o uso outros exemplos. :) Beijão

Anônimo disse...

Bom te entendo ...mas agora te pergunto se vc que diz q oq vc eh por dentro vale mais do que vc eh por fora , ja nao julgo alguem pela aparencia ,como em um sabado a noite q vc saiu com suas amigas e encontraram alguns caras no qual um era bem bonito e suas amigas tbm acharam isso porem era um verdadeiro idiota e o outro que nao era tao belo porem seu papo era interressante e contagiante ao seu ver ,e nao de suas amigas ,com sinseridade com quem vc ficaria aquela noite com o cara que te sedusio com a beleza ou com o aquele com q vc de algumas risadas ...mt vezes agente age como esse brasileiro burro q tanto odiamos e nao adianta fazer textos na net se nao mudarmos realmente ,ai q a sabrina sato acha o seu valor pois com o corpo ela consegue tudo q quer ...

Gabriella Saruhashi disse...

hahaha bom, conheça-me primeiro antes de vir falar que as minhas atitudes não correspondem ao que eu escrevo. sem falar que eu não estou incitando ódio ao "brasileiro burro", muito pelo contrário. muito amor pelo Brasil.
o que eu disse é que algumas pessoas simplesmente não sabem nem o que significa a palavra "valores" e muito menos os adotam. A Sabrina Sato foi um exemplo, não me incomoda que ela venda o corpo dela, o que me incomoda e ela vir depois pagar de intelectual e depois sair falando merdas por ai fomentando o estereotipo que as mulheres de verdade lutam contra.

Anônimo disse...

Falou tudo!

Anônimo disse...

BORA FUMA UM PIGAS PLAYBOYZADA REVOLUCIONARIA DA WEB?